Bom, como o blog anda um pouco desatualizado, resolvi postar algo sobre o que estou lendo no momento!

Estou lendo “A Cidade Desvendada” do arquiteto e urbanista Paulo  Casé, o livro é um conjunto de crônicas escritas para o Jornal do Brasil e o jornal O Globo.

Achei relevante para o blog um conjunto de definições, publicado em 1995, na crônica entitulada COMPLEXIDADE.

Arquiteto – profeta dos espaços, que aprisiona sonhos geométricos nas folhas de papel.

Arquitetura – o que transcede a construção.

Projetar – é liberar a energia concetrada na ponta de um grafite que provoca a metamorfose da matéria, por si só inexpressiva, em monumentos expressivos.

Casa – cosmologia do particular.

Caminho – imitação da vida:  sempre tem um início e um fim.

Apartamento – abrigo ajustado no interior de um prisma, sem os mistérios do sótão e do porão.

Porta de Entrada – elemento articulador do universo finito com o infinito.

Janela – vão por onde entram as imagens da vida e por onde escapa a solidão.

Parthenon – xemplo de uma arte que o tempo desgasta, mas não passa.

Hi-tech – culto tecnocrático ao futuro.

Tecnologia – invasão abstrata que conquista sem guerra.

Viadutos e Passarelas – varizes nas v(e)ias do sangue urbano.

Calçada – lugar que os antigos usavam para andar.

Pedestre – ser sempre em desvantagem.

Reflexão – íntima concentração do pensamento do qual aprendemos com nós mesmos.

Liberdade – aquilo que o indivíduo começa a perder quando, sem consulta prévia, lhe é ministrado um idioma, quando lhe é imposta uma crença e lhe são impingidos costumes.

Atualidade – momento que se remova a cada fração infinisimal de um tempo cronológico. O mesmo processo incrementa a antiguidade.

Poesia escrita – sensibilidade em repouso, aguardando ser desvendada no âmago das palaras mudas.

Privilégio – louvável quando outorgado ao talento, insuportável quando concedido à autoridade passageira de um cargo.

Narcisismo – em estado extremo, responsável pela grandiloquência arquitetônica.

Cultura – é diversidade. Quem melhor se adapta: o oriental ao talher ou o ocidental aos pauzinhos?”

Paulo Casé

Hoje estava eu em mais uma destas longas esperas em um consultório médico quando, na tentativa de acelerar o tempo, peguei uma revista, sem capa, amassada e nem um pouco atraente. O fato é que encontrei algo muito interessante na ultima página (pelo menos era a última página mostrada) uma coluna escrita pelo compositor e cantor Zeca Baleiro, depois de ler comecei a procurar e descobri que tratava-se de uma Istoé de 14/10/2009. A coluna falava sobre a passeata pela paz que aconteceria no parque do Ibirapuera, leva a uma reflexão muito interessante. Eis a compilação do texto:

“- Então, preparado pra passeata?

– Que passeata?

– A passeata pela paz, neste domingo, no Ibirapuera

– Ah, não, vou passar longe!

– Por quê? É uma bela causa.

– Não, não, tô fora, não acredito na paz.

– Que isso rapaz? É só uma passeata, não precisa filosofar.

– Não tô filosofando, só entro no que acredito. Não vou participar de uma passeata só pra parecer bacana.

– Não pra isso, mas pra mobilizar as pessoas.

– A quê? A viver em paz? Não nascemos pra ter paz. Isso não é um atributo dos humanos. Os homens nasceram pra guerra, pra inquietação, pro movimento, não pra paz .

– Não entendo. E as pessoas que viveram pela paz? Os grandes líderes religiosos?

– Isso não é paz, é outra coisa.

– Eu acho que a humanidade ainda viverá em paz.

– Quem acredita nisso ou é ingênuo demais ou é pilantra. O mundo precisa é de guerra. São as pessoas nervosas que mudam o mundo, que fazem a roda girar.

– E Gandhi, Jesus, Buda?…

– Gandhi ok, talvez. Jesus não, era um subversivo, um riponga porraloca, bagunçou o coreto do império romano. Pregava o amor livre – “amai-vos uns aos outros”…

– E aquela imagem de Buda em meditação eterna?

– Aquilo não era paz, era sobrepeso. Como o cara não podia se mover ficava lá paradão só curtindo, tirando onda de sereno. A paz não tá com nada, já falei. Puro marketing.

– Como assim, marketing?

– Tem causa mais simpática do que essa? É claro que isso angaria a simpatia dos normais. Fale sobre a paz em um show, uma peça, uma conversa de bar e você verá o efeito que causa nas pessoas. Alguns são até capazes de chorar.

– Você tá é amargo isso sim.

– E você tá crédulo demais pro meu gosto. Não há nada que venda mais que a bondade meu caro. Vá a uma livraria e veja quantos livros falando de amor, de compaixão, do bem contra o mal…Balela, tudo balela.

– O bem existe, não é balela.

– Mas o mal é mais forte.

– Eu acredito na paz.

– Eu não.

– …

– A paz vende, meu caro. A paz  é um bom negício, se bobear mais rentável que a guerra.

– Eu também não acredito em paz plena mas acho que um gesto como esse, uma passeata, as pessoas de branco, mãos dadas, tem um simbolismo forte…

– Tem, tem sim… O cara vai à passeata, dá a mão a um estranho, fala manso e na volta para casa, arrepia no trânsito, xinga o primeiro cristão que cruzar seu caminho, que não lhe der a vez, que buzinar nas suas costas…

– Deus do céu!…

– Você acha que neguinho tá preocupado com a paz no mundo? Tá preocupado é com a paz no seu mundo, seu mundinho, seu conforto de condomínio, todos com medo do entorno. Escreva aí, essa passeata é um ato de egoísmo.

– Isso pra mim tem nome, é amargura.

– Então tá, vou organizar uma passeata pela afirmação da amargura… Estão todos muito felizes, todos muito empenhados nessa cruzada pelo bem-estar, pela paz… Mas na real, no dia a dia, nego só quer o seu pirão primeiro.

– Eu acredito na paz.

– E eu em duendes.

– Pra mim chega, você tá impossivel hoje. Tchau fica com Deus!

– Vá com ele. E descanse em paz.”

Zeca Baleiro

COMPARTILHE CONHECIMENTO E PROTEJA O MEIO AMBIENTE !

“Uma universidade com 3.000 alunos produz, em média, 7.000 xérox por mês.
Conhecimento não é de papel: compartilhe arquivos online e poupe seu planeta.”

 Foi pensando em alertar o “clã” acadêmico a diminuir o mal uso do papel e mostrar que o conhecimento também pode ser adquirido online, que o ebaH! criou o projeto: “Compartilhe Consciente”. O ebaH!, desde o seu surgimento, está envolvido nesta ação. Mas agora ela tomará uma proporção maior através do site criado exclusivamente para disseminar o projeto. “Conhecimento não é de papel: papel se gasta, conhecimento se multiplica. Compartilhe online”. Este é o slogan disponível no site e que já está se tornando um “viral” no Twitter.

O ebaH! é um site de relacinamentos para compartilhar arquivos como textos, artigos, provas, apostilas, links, vídeos etc. O cadastro de faculdades e universidades é bem atualizado, e unifica uma rede gigante, em diversos lugares, compartilhando conhecimento entre os usuários, evitando assim o uso do papel.

Com essa conscientização em massa, evitaremos:

 – Destruição de matas e fauna;

 – Produção de lixo;

 – Desperdício de água e energia elétrica;

 – Poluição em geral.

Além do slogan para ser tuitado, você encontrará cards explicando a produção do papel e do lixo não orgânico, “medalha das indústrias” e sobre o consumo de papel.

Claro que a consciência deve existir a todo momento, e não basta ser usuário cadastrado do ebaH! para dizer que poupa os recursos naturais, pois de nada adianta eu receber um arquivo e imprimir para ler. Infelizmente isso acontece, as pessoas não estão acostumadas em ler conteúdos no monitor, e até mesmo passar e voltar diversas telas para ler algo. Bom, o conselho? Se adapte, pois a tendência é ótima e o meio ambiente agradece. Faça também a sua parte e passe o conhecimento adiante, mas de forma consciente!

( Para realizar o cadastro : http://www.ebah.com.br/ )

Segundo o site mundovestibular.com.br existem 11 áreas mais promissoras no mercado de trabalho, 6 delas estão relacionadas diretamente com meio ambiente e sutentabilidade.

O assunto é tão recorrente, que em muios paises, como EUA, França é até Sri Lanka, foram criadas entidades nacionais de jornalismo ambiental.

A internet também quer ser sustentável, exemplo o site de busca eco4planet.

Conclusão, o mundo está ficando “verde”! Todos nós estamos incluidos nisso, e já não é novidade que podemos colaborar. Já foi repetido um milhão de vezes: pensar globalmente, agir localmente.

Com isso surgem os produtos “verdes”, ecologógicamente corretos, mas como saber qual o benefício que ele traz ao meio ambente?! Para isso existem os conceitos de reciclagem pré-consumo e reciclagem pós-consumo.

Reciclado pré-consumo é quando os resíduos da fabricação de novos produtos são reciclados. Um bom exemplo são as aparas gráficas ou da produção da fábrica de papel que retornam ao ciclo de fabricação de papel.  Mas também é aplicável aos plásticos, nesse caso é a conversão de resíduos plásticos por tecnologia convencionais de processamento em produtos com caraterísticas de desempenho equivalentes às daqueles produtos fabricados a partir de resinas virgens. A reciclagem pré-consumo é feita com os materiais termoplásticos provenientes de resíduos industriais, os quais são limpos e de fácil identificação, não contaminados por partículas ou substâncias estranhas.

A reciclagem pré-consumo é na verdade uma forma menos nobre de reciclagem, porém não é falsa, como pode ser ouvido nos meios de comunicação. Isso se dá pelo fato de que esse tipo de reciclagem é considerado pelas empresas como apenas um reaproveitamento de matéria prima, a princípio esse processo só acontece por que as empresas lucram diretamente e a curto prazo com essa conduta, pode-se dizer que não há responsabilidade ambiental. Mas é fato que ela reduz a extração da matéria prima da natureza, que árvores deixam de ser cortadas ou combustíveis fósseis deixam de ser liberados.

O produto reciclado pré-consumo é na verdade um produto que pode vir a ser reciclável, a matéria prima que foi utilizada é  virgem” , ou seja, não foi consumida.

Reciclados pós-consumo são os produtos já consumidos e que poderiam ser enviados a destinos finais tradicionais como a incineração ou aterros sanitários, porém retornanam ao ciclo produtivo por meio de canais de  reciclagem em uma extensão de sua vida útil. É o material oriundo da coleta seletiva do lixo municipal, vendido às fábricas de papel reciclado através de parcerias com as cooperativas dos catadores de papel ou  à empresas que convertem resíduos plásticos, por processos termoquímicos (pirólise, conversão catálica), em matérias-primas que podem originar novamente as resinas virgens.

O produto reciclado pós-consumo é verdadeiramenre reciclado, a matéria ultilizada pra a sua fabricação já foi produto e agora vai ser transformada e voltar a ter utilidade.

Deve-se observar que a matéria-prima utilizada na fabricação do papel reciclado não é necessariamente papel pós-consumo, como a princípio se pensa. O que se usa preponderantemente são as aparas decorrentes do próprio processo produtivo do papel virgem, que nunca foram usadas para imprimir ou escrever. Esse material reciclável é chamado, como foi dito, de papel pré-consumo, e é ele que entra, na maioria das vezes  na mistura. O papel pós-consumo entra em uma determinada proporção, geralmente em torno de 20% ou 30%.

Hoje algumas empresas já produzem papel reciclado 100% pós-consumo, é importante ficar atento à embalagem, a maioria dos produtos “ambientalmente corretos” disponibilizam essas informações.

Considero o conhecimento desses termos de suma importância para quem pretende contribuir com o nosso futuro desenvolvimento sustentável e adiquirir esse tipo de produtos.

No sábado, 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta. Das moradias mais simples aos maiores monumentos, as luzes serão apagadas por uma hora, para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.

A ação entrará em seu quarto ano de defesa por uma população mais responsável e consciente, alertando de maneira simbólica sobre as questões relacionadas ao atual quadro de alterações climáticas.

A pouco mais de dois dias do lançamento no Brasil, a campanha mundial  Hora do Planeta já recebeu o apoio do governo federal, de grandes empresas e da população.

Em depoimento, o ministro do meio ambiente, Carlos Minc, afirmou que a iniciativa faz parte do Plano de Mudanças Climáticas do Ministério e será um grande alerta para as pessoas. “Um simples gesto de desligar pode acender uma luz de alerta para o planeta”, disse Minc.

Segundo o site de divulgação, “a Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização”.

“A Hora do Planeta é um movimento de todos nós. Ela une cidades, empresas e indivíduos para demonstrar às lideranças mundiais – e, principalmente, para mostrar uns aos outros – que queremos uma solução contra o aquecimento global. É uma oportunidade única para nós, brasileiros, de nos unirmos com a comunidade global em uma única voz para combater as mudanças climáticas”, foi o que disse a secretária-geral do WWF-Brasil, movimento responsável pela organização da ação no Brasil.

Nacionalmente, a campanha pode ser acompanhada através do site e das suas redes sociais. Cidadão, empresas, prefeituras e organizações brasileiras que quiserem desde já mostrar o seu apoio poderão efetuar o cadastro na página virtual, é bastante rápido.

As informações também estão disponíveis no Orkut, Twitter, Youtube e Facebook. Participe e divulgue!

Contribua, do seu computador, para reduzir a emissão de gás carbônico

Se alguém pensa que mudança climática é um problema tão complexo e tão grande que só os governos podem ajudar a resolver, é melhor pensar de novo. A AlmapBBDO e o Greenpeace ( com a assessoria técnica do Centros de Estudos Avançados do Recife, C.E.S.A.R, – um dos principais centros de tecnologia da informação no Brasil – desenvolveram um projeto que permite a qualquer pessoa, sem grande esforço e sem alterar radicalmente o seu modo de vida, contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Ele se chama Black Pixel e funciona a partir da tela do seu computador.

O projeto baseia-se num programa, que pode ser baixado através da Internet, que instala um quadrado preto na tela. É possível desligá-lo a qualquer hora. Mas enquanto está funcionando, o quadrado reduz o consumo de energia e as emissões de CO2. O desafio é chegar a 1 milhão de Black Pixels instalados, que equivaleriam à uma economia de 57 mil watts/ hora ou a manter apagadas 1.425 lâmpadas de 40W por uma hora. Uma usina à carvão, para produzir a mesma quantidade de energia, emitiria 70 kg de CO2.
Portanto, enquanto nossos políticos evitam enfrentar a crise climática, com o Black Pixel, você pode começar a agir para pelo menos diminuir a dimensão do problema. Instale o programa e avise aos seus amigos, colegas e familiares. Quanto mais gente usar o quadrado, melhor será para o planeta. O projeto só funciona em monitores de tubo e de plasma. Para instalar o Black Pixel sem nenhuma complicação acesse o site do Black Pixel.

O Projeto Black Pixel também está no Youtube. Assista:

O pequeno quadrado não incomoda nem atrapalha a visibilidade, pois pode ser colocado em qualquer lugar da tela!

Vale a pena adotar!

Muitos de nós já nos consagramos grandes estrategistas de guerra ao vencer, ou pelo menos quase, no mundialmente famoso jogo de tabuleiro RISK (WAR). Jogo muito intrigante no qual é possivel presenciar a criação de intrigas, formação casais e até mesmo grande parcerias profissionais.

A Almap, juntamente com a equipe da colmeia.tv criaram uma nova abordagem à esse clássico. O GeenPeace WeAtheR tem como objetivo não mais a guerra de uns contra outros mas sim a união de todos para salvar o planeta. O jogo está disponivel, por enquanto, somente no modo on-line, mas já está prevista a confecção deste para tabuleiro.

No GreenPeace WeAtheR podem jogar até 4 jogadores que terão que criar táticas para salvar nosso mundo das mudanças climáticas antes de 16 rodadas, caso isso não seja possível o grupo perde o jogo! A jogabilidade não é muito difícil, e o gráfico também ajuda na diversão do on-line game.

Vale a pena conferir, Greenpeace WeAtheR é um jogo que implanta uma consciência ambiental sem que percebamos. Ótima iniciativa!